Parcelas pequenas para uns, vida ou morte para outros
Na sequência do «post» anterior, seria importante levar a cabo uma discussão assente numa única premissa: a relação de forças totalmente desproporcionada entre o futebol do Sporting e demais (sem excepção) modalidades que o clube pratica. Ninguém duvidará que o presente e futuro das mais importantes modalidades do Sporting (atletismo, natação, ginástica, futebol, andebol e futsal, entre outras), passa pelo compromisso com as suas estruturas de formação. É esse o caminho mais seguro e equilibrado que permitirá ao Sporting em toda e qualquer secção trilhar sucesso. Este sucesso, para um clube da natureza e grandeza do Sporting, terá invariavelmente de traduzir-se na obtenção de títulos. Não sempre, por não ser possível (a Sporting ou qualquer outro), mas regularmente. Qual o método mais inteligente de contar com os melhores praticantes nos desportos A, B, C ou D? Formando-os. Todavia, ainda que este compromisso sinonimize nos mais variados escalões acções, práticas e resultados de excelência (desconheço se assim é), presumiremos não ser suficiente para a luta que o Sporting trava com os seus principais adversários e rivais pelos sucessos das principais equipas em todas estas modalidades. Novamente, obtenção de títulos. Neste sentido, a acompanhar o vínculo com a formação, é indispensável que os orçamentos do Sporting salvaguardem os recursos necessários que permitam às mais variadas estruturas a constituição de equipas fortes capazes de disputar títulos.
É aqui que a desproporção mencionada ao início se torna gritante.
É aqui que a desproporção mencionada ao início se torna gritante.
Em futebol, caso o objectivo seja a luta pelo 3º lugar e respectivo apuramento para a Liga dos Campeões, quando a nossa meta será invariavelmente essa, 1, 2, 3 ou 4 Milhões de Euros não têm grande impacto. Para o 3º lugar é completamente indiferente gastar 20, ou 22. No universo das modalidades, pelo contrário, 2 Milhões de Euros fazem toda a diferença do mundo.
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