De regresso ao planeta Terra.








Defensivamente os laterais jogam desligados da linha defensiva. Preocupação com os adversários, permissivos no controlo do espaço.

Faça chuva ou faça sol, uma máquina. Boa sorte João.

Consoante as perspectivas, há diferentes formas de olhar as transferências de João Moutinho e James Rodriguez para os Monegáscos.
Negócio conjunto de 70 Milhões de Euros: 25 Milhões para João Moutinho, 45 Milhões para o internacional Colombiano.
Na perspectiva dos próprios, confesso alguma perplexidade. Não censuro, como exemplo, atletas que em fim de carreira pretendam assinar os contratos financeiramente mais interessantes. Tivemos nos últimos 6 meses o caso típico de Liedson. As motivações variam consoante os estágios de uma carreira, em futebol, normalmente curta, sendo natural que com poucas épocas de actividade pela frente, um jogador opte pela solução monetariamente mais vantajosa. Já para jogadores no pleno das suas capacidades, em idades como as de João Moutinho e James, profissionais que deveriam dar primazia não a um clube, nem a um contrato, mas à sua carreira desportiva, tenho dificuldade em entender algumas das opções que tomam. É este o caso. Se é evidente que o campeonato Francês não perde relativamente ao Português, não é menos verdade que o AS Mónaco não está no mesmo plano clubístico do FC Porto. No âmbito de valorização desportiva, os jogadores saíram a perder. James tem tempo para sair do Mónaco rumo a um emblema / equipa melhores. João Moutinho, também, mas menos, não sendo líquido que o emblema Francês nos próximos anos se disponha a transferir jogadores pelos quais pagou tamanha verba.
Na perspectiva do FC Porto, os olhares dividem-se entre a equipa de futebol e o encaixe que a transferência proporciona. Futebolísticamente trata-se de um enorme rombo, tal como fora, em tempos, para um dos seus rivais (SLB), a perda de Javi e Witsel. Aqui, a diferença situa-se ao nível da qualidade: James e João Moutinho são melhores futebolistas. Nessa medida, o FCP vê-se mais penalizado. Se 2013/14 tivesse início amanhã, o SLB partiria claramente na frente. Entre os dois, Moutinho e James, qual o mais importante? Ambos, certo sendo que o FCP não encontrará um internacional Português igual a Moutinho. A probabilidade para que o encontre fora de Portugal, é igualmente pequena. Tal como James, Moutinho é um jogador especialmente importante, mas em tese, será mais fácil ao FCP encontrar solução para o Colombiano. Só em James, fica ainda a sensação tal como acontecera para Carlos Alberto, Diego, ou Anderson, que o jogador sai do Porto sem desportivamente deixar tudo o que deveria, tratando-se duma transferência com alguma dose de prematuridade. No caso de João Moutinho, na perspectiva do FCP, o jogador sai na altura certa. Um tri-campeonato e uma competição Europeia depois, aí temos a transferência que normalmente premeia os melhores jogadores daquela casa. Na relação com os jogadores, o FCP faz sentido, motivo pelo qual, em 2010/11, estranho seria que o ex-capitão do Sporting encontrasse obstáculos na transferência que o seu clube engendrou para o rival.

É um problema que o Sporting, e só o Sporting, tem de resolver.

Na perspectiva do Sporting, parte envolvida na transferência mas duma forma meramente indirecta, dado tratarem-se de 2 jogadores do FCP, negociados pelo FCP, salvos acertos de contas entre as SAD dos dois clubes, receberemos os acordados 25% sobre a mais-valia (11 Milhões para cima), qualquer coisa entre 3 a 4 Milhões de Euros. Bom, mau, assim-assim? A relevância do Sporting na matéria começou e acabou quando os seus dirigentes acharam inteligente transferir o capitão de equipa para o rival. Era aí, em 2010, que os interesses do clube deveriam ter sido salvaguardados: não transferindo o jogador.
Em 2013, o presidente do FCP engendrou o negócio de forma a maximizar os benefícios para o seu clube. Fez o seu dever, aquilo que eu desejaria (mas não esperaria) do Sporting, caso os papéis se invertessem.

Por último, mas não menos importante, gostaria de desejar muita sorte ao ex-capitão do Sporting. Onde realmente interessa - dentro do campo, tratou-se dum futebolista nada menos que exemplar. Em todos os momentos. Tudo o que João Moutinho faz, não faz bem, mas muito bem, e fá-lo sempre. De princípio a fim, em todos os jogos, em todos os campos, em qualquer altura da época, frente a qualquer adversário, no Sporting CP, FC Porto, ao serviço de qualquer equipa, faça chuva ou faça sol. Uma máquina. Nessa medida, um futebolista único. Boa sorte João.

Redes sociais, externato da limitação e do rumor.


Em 'climas' onde abunda a estupidez, bem como o boato, é muitas vezes difícil perceber onde está a verdade, onde termina a hipótese, e onde começa a invenção. Ultimamente, como exemplo, diz-se que nos dias posteriores ao anúncio da sua saída do Sporting, Jesualdo Ferreira ter-se-á visto impedido de aceder aos locais da Academia onde poderia contactar com o plantel a fim de despedir-se dos seus ex-jogadores. Pessoalmente, é este um boato no qual não acredito. Não é verosímil.
Não é verosímil: campo das hipóteses. Se verdade, ou mentira, não faço ideia.
Não consumindo redes sociais, não lhe(s) atribuindo qualquer mérito, crédito ou qualidade, nem me encontrando familiarizado com as suas dinâmicas, perguntaria na esperança que alguém pudesse elucidar-me: é hipótese, verdade, ou mentira, que a esposa e cunhada do presidente do Sporting são hoje funcionárias do clube?

Em nome das antigas gentes do ilustre Nordeste Brasileiro, rogai por nós pecadores. Ofereçam-nos redenção.


Há 1 ano e 1/2 escrevemos sobre um clube de nome Português, fundado por remadores Portugueses, cuja bandeira exibe uma Caravela e Cruz Portuguesas.
Um clube próximo de Portugal, porque historicamente, sempre próximo da sua maior instituição, o Sporting Clube de Portugal. Aprofundámos uma ligação muito 'nossa', muito verde, união próxima ao Brasil sobrevivida ao desgaste do tempo (e da modernidade) pela cumplicidade que ainda hoje une o CR Vasco da Gama ao Sporting Clube de Portugal. Pois bem, é com satisfação e não menos orgulho que testemunhamos o alargamento desta união a outros povos das terras de Vera Cruz.
Com alegria, anunciamos a chegada das caravelas do Sporting Clube de Portugal ao profundo e vasto Nordeste Brasileiro. Ao contrário das típicas caravelas Portuguesas, as nossas não transportam canhões, pólvora, cartas de comércio, tratados de valor duvidoso, pretensões colonizadoras ou correntes escravagistas.
Vimos de Portugal mas não nos chamamos Portugueses. Somos Sportinguistas.
Os cascos das nossas naus são duma madeira chamada Paz, os panos das nossas velas altos e brancos como o Amor de Deus. Não pretendemos evangelizar ninguém, mas daqui não saímos sem a benção de todos. No fundo, Brasileiros, com a humildade e honra conferida por milénios de sportinguismo, pedimos perdão pelos crimes e atrocidades que os séculos de colonização Portuguesa vos viram impostas.
Tem a palavra Jairo Portela, amigo de longa data deste «blogue», em Pernambuco,

«Pernambuco e o Sporting estão de parabéns, um estádio deste porte vai além das fronteiras. Eu como tantos outros alvirubros esperamos que o Náutico honre seus jogos com belas partidas, se tornando um time de grande responsabilidade e respeito para com o seu adversário, seus torcedores, trazendo grandes jogadores e dando belos espetáculos. Ao Nordeste Brasileiro, às dezenas de milhões dos seus habitantes, ao Sporting Clube de Portugal, e ao «Autêntico, Sporting» dos nossos amigos, um sentido obrigado pela honra de nos visitarem».

A honra é nossa.

2013/14, impreteríveis permanências


Com a transição no comando técnico da equipa principal bem assegurada, o Sporting entrará na próxima temporada com um treinador que lhe dá boas garantias (coisa muito diferente de garantia de resultados, semelhante coisa não existe). O foco, então, vira-se para a composição do plantel que em 2013/14 estará às ordens de Leonardo Jardim.
Temos neste momento 30 jogadores à disposição do Sporting, fora emprestados (como André Santos, ou V. Bojinov). São eles:

Rui Patrício
Marcelo Boeck
Ventura
Vitor Golas
Joãozinho - desconheço a data limite para o 'sim' ou 'não' junto do Beira Mar, mas o jogador viajará com a equipa do Sporting até ao Brasil. Ricky também seguirá mas encontrando-se de saída para Norwich, não fica para 2013/14.
Cédric
S. Arias
Miguel Lopes
M. Rojo
Tiago Ilori
Boulahrouz
Eric Dier
Fokobo
Rinaudo
Adrien Silva
Schaars
André Martins
João Mário
Jeffren
Ricardo Esgaio
Labyad
Capel
V. Viola
Carrillo
D. Rubio
Bruma
N. Plange
Betinho
Zezinho
G. Etock

Destes 30 atletas, parte considerável permanecerá à disposição do Sporting na próxima temporada. Mas por partes. Desta lista, deverão impreterivelmente transitar para 2013/14: Rui Patrício, Miguel Lopes, Tiago Ilori, Eric Dier, Fito Rinaudo, Adrien Silva, André Martins e André Carrillo. No âmbito não-desportivo (encaixe, financiamento, tesouraria, ou o que quiserem chamar-lhe), destes 8, e só destes 8, somente a transferência de Rui Patrício deverá equacionar-se. De acordo?

Nascer, morrer e para sempre viver no Sporting.


A 1 de Julho de 1930, dia em que o Sporting Clube de Portugal celebrava 24 anos de vida, Francisco, como sempre fazia, saiu de casa cedo. No lugar de ir para o local de trabalho, Banco Ultramarino, optou pela estação ferroviária de Sete-Rios. Apercebendo-se do comboio, despiu o casaco e correu para ele de braços abertos.
Suicidara-se o primeiro grande capitão e treinador do Sporting.
De forma muito bonita, rezam referências biográficas, faleceu por vontade própria.
O que motivou Francisco? Antes de fazê-lo vira assinada, por doença, a sua sentença de morte. Fora-lhe diagnosticada sífilis. O 1 de Julho, naturalmente, escolheu-o por solenizar o nascimento do clube que fundara.
Morreu no dia em que fez nascer o Sporting, aos 38 anos. Nascera hoje, 21 de Maio de 1892, celebraria 121 anos de vida.
O filho do meu irmão, na foto ao lado, como qualquer imortal, conheceu Francisco no ano passado. Já a minha filha, Mathilda, conhecê-lo-á mais tarde. Nascerá daqui por 1 mês, 7 de Julho, duas semanas para a frente, duas semanas para trás, é bem possível que nasça no dia em que o Sporting nasceu. Cheira-me, pelo menos. As menções a 1908 e 1924 respeitam ao período activo na equipa do Sporting. Estreou-se com 16 anos e foi a primeira grande referência a capitaneá-lo. Pela selecção do seu país estrear-se-ia 5 anos depois, frente ao Brasil.
Somou 25 internacionalizações, naquele tempo, período em que os jogos de selecções não abundavam, um nº impressionante.
Além de fundador, dirigente, sócio, capitão, guarda-redes e futebolista, sagrou-se igualmente campeão Nacional de Atletismo na prova de Disco.
Em 1990, aos 98 anos de idade, ser-lhe-ia atribuída pelo governo Português a medalha de mérito Desportivo, 6 décadas e alguns meses passados sobre a manhã em que faleceu por vontade própria. Na condição militar, alferes da Escola de Oficiais e Milicianos de Cavalaria, envolveu-se no golpe liderado por Paiva Couceiro que em 1911 procurou restaurar a Monarquia. O golpe falhou e Francisco ver-se-ia detido em Queluz, onde passou 2 meses na prisão.
José, Francisco e António, os 3 irmãos Stromp. Para os 3 foi uma natureza, para os 3 são intuitos. Para Francisco, foi literalmente nascer e morrer no Sporting.
Viver, para um imortal, é o mais fácil: para sempre. Parabéns Francisco.

«Ontem até a águia assustaram por rebentarem petardos quando ela voava» - Ontem Vi-te no Estádio da Luz.


Como atesta a imagem - passagem junto aos semáforos da Avenida Lusíada, o objecto 'petardo' institucionalizou-se entre adeptos do Benfica. Nalguns casos, petardo numa mão, pistola noutra, à boa maneira do «maior». Tão importante quanto um isqueiro, porta-chaves, boné, ou cachecol, estima-se que 1 em cada 7 adeptos deste clube transporte ou conserve petardos em casa. Interpretações sociológicas adiadas, a pergunta que se coloca é só uma:

O que leva adeptos a arriscar tudo, para transportar engenhos explosivos, e num estádio de futebol, apontá-los a animais?



Toda a verdade, aqui.